Conclusões importantes sobre aquela brisa algumas vezes aqui descrita

Algo pensa em mim.

Dizia Nietzsche, concluindo que não temos absoluto controle sobre o que dizemos.

Podemos censurar um ou outro pensamento, mas em geral somos meros espectadores de nós mesmos.

Pra mim isso já é um problema.

Por que o eu que pensa é bastante diferente do eu que fala.

E me angústia não conseguir ser fiel a mim mesmo.

Quando digo uma coisa espontaneamente, lembro dela mais tarde em pensamento e me arrependo.

A princípio pensei: serve de aprendizado.

Errei, não erro de novo.

Mas os erros se sucedem e repetem e repetem e repetem, ainda que vestidos diferentes.

Comecei a perceber que eu melhorava em alguns aspectos, mas sempre tinha um novo erro.

Sempre tem um novo erro.

E muitas vezes ele não é bem um erro: é apenas o eu que fala, em sua essência espontânea e impensada.

“Falar também é construção. Ainda que falar algo errado sirva apenas para você mesmo constatar que aquilo está errado”

“Mas eu sempre soube que estava errado. Eu apenas me trai.”

Gostariam mais de mim, os outros, se eu fosse apenas o eu que pensa.

Mas exceto em momentos de ansiedade, eu não ligo tanto pro que pensam os outros.

Algo pensa em mim.

Eu sou, você também é assim.

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