Conclusões importantes sobre aquela brisa algumas vezes aqui descrita

Algo pensa em mim.

Dizia Nietzsche, concluindo que não temos absoluto controle sobre o que dizemos.

Podemos censurar um ou outro pensamento, mas em geral somos meros espectadores de nós mesmos.

Pra mim isso já é um problema.

Por que o eu que pensa é bastante diferente do eu que fala.

E me angústia não conseguir ser fiel a mim mesmo.

Quando digo uma coisa espontaneamente, lembro dela mais tarde em pensamento e me arrependo.

A princípio pensei: serve de aprendizado.

Errei, não erro de novo.

Mas os erros se sucedem e repetem e repetem e repetem, ainda que vestidos diferentes.

Comecei a perceber que eu melhorava em alguns aspectos, mas sempre tinha um novo erro.

Sempre tem um novo erro.

E muitas vezes ele não é bem um erro: é apenas o eu que fala, em sua essência espontânea e impensada.

“Falar também é construção. Ainda que falar algo errado sirva apenas para você mesmo constatar que aquilo está errado”

“Mas eu sempre soube que estava errado. Eu apenas me trai.”

Gostariam mais de mim, os outros, se eu fosse apenas o eu que pensa.

Mas exceto em momentos de ansiedade, eu não ligo tanto pro que pensam os outros.

Algo pensa em mim.

Eu sou, você também é assim.

o meu sonho é que um dia a sociedade chegue em colapso quebre os computadores incendeie as casas do governo assaltem os bancos e destruam por completo o Brasil que conhecemos até que um exército de hippies americanos venham distribuir lsd para a população e viraríamos uma sociedade superior conectada com a natureza e espiritualmente com seres de luz

Qnts coisas sustentam um relacionamento! Existe uma infinidade de particularidades e nuances, pequenas vírgulas, na construção do organismo que é o relacionamento. Não é apenas o contrato do namoro. Nem o status no face. É muitas vezes uma memória, uma conversa, um olhar, uma cena. Um sentimento. Muitas vezes é tudo isso.

Não é só o “amor”, seja ele o que for.

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Eu tenho fases. Às vezes assisto filmes, as vezes assisto séries, mas sempre que por alguma razão me desiludo, assisto animes. É como se de alguma forma voltasse ao meu refúgio dos 13 anos, nas primeiras desilusões, nas buscas solitárias por distração.

De novo aquela brisa 

Conversar é uma habilidade tal como desenhar ou escrever. E não me refiro ao que fazem certas pessoas, que apenas abrem a boca e veem oq sai. Me refiro à capacidade de manter raciocínios longos e ainda assim ser coerente ao que realmente penso. Às vezes, na ânsia de me expressar, não sou fiel ao que acredito e falo coisas que contradizem a mim mesmo. Muitas vezes a contradição não é sequer percebida pelos outros, mas a traição sempre deixa um rastro de insatisfação na minha consciência.