Aqui do meio

Meus versos são, sobretudo,
aos incompreendidos,
que vagam, também perdidos,
entre o meio e tudo.

Quero enternecer apenas
peitos que tamborilam duvidosos,
marcados na carne, na pele, nos ossos
canções surdas dos sistemas.

Seria oportuno
conhecer as certezas
dez anos no futuro.
Do que dizem, tudo
teria de convicção apenas
o que fosse dito nos poemas.

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