Na campanha da legalidade em 1961, Leonel Brizola ensinou como se barra um golpe no país. Jânio tinha renunciado e Jango, seu vice, estava viajando na China. Os militares se assanharam em tomar o poder, imediatamente, Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, conclama o povo de seu estado à pegar em armas e barrar o golpe. Os sindicatos iniciam greves políticas, os estudantes cercam o palácio em apoio ao governador. Na sede do Governo, Brizola manda instalar uma metralhadora antiaérea depois de saber que haviam ordens da junta militar em bombardear o lugar e ali faz o histórico discurso para o povo riograndense na rádio:

“Não nos submeteremos a nenhum golpe. Que nos esmaguem. Que nos destruam. Que nos chacinem nesse palácio. Chacinado estará o Brasil com a imposição de uma ditadura contra a vontade de seu povo. Esta rádio será silenciada. O certo é que não será silenciada sem balas. Resistiremos até o fim.

(…)

Povo de Porto Alegre, meus amigos do Rio Grande do Sul! Não desejo sacrificar ninguém, mas venham para a frente deste Palácio, numa demonstração de protesto contra essa loucura e esse desatino. Venham, e se eles quiserem cometer essa chacina, retirem-se, mas eu não me retirarei e aqui ficarei até o fim. Poderei ser esmagado. Poderei ser destruído. Poderei ser morto. Eu, a minha esposa e muitos amigos civis e militares do Rio Grande do Sul. Não importa. Ficará o nosso protesto, lavando a honra desta Nação. Aqui resistiremos até o fim. A morte é melhor do que vida sem honra, sem dignidade e sem glória. Aqui ficaremos até o fim. Podem atirar. Que decolem os jatos! Que atirem os armamentos que tiverem comprado à custa da fome e do sacrifício do povo! Joguem essas armas contra este povo. Já fomos dominados pelos trustes e monopólios norte-americanos. Estaremos aqui para morrer, se necessário. Um dia, nossos filhos e irmãos farão a independência do nosso povo!

Um abraço, meu povo querido! Se não puder falar mais, será porque não me foi possível! Todos sabem o que estou fazendo! Adeus, meu Rio Grande querido! Pode ser este, realmente, o nosso adeus! Mas aqui estaremos para cumprir o nosso dever.”

A Dilma?

Foi andar de bicicleta.

(Trecho anterior ao quote escrito pelo broder Raphael Almeida)

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