Em 2013, não havia revolta. Havia insatisfação. Não gritávamos Fora Dilma. Gritávamos Fora Cabral e Não Vai Ter Copa. Pichavam pontos de ônibus por que a luta era contra o aumento da passagem. E xingava-se o Cabral e o Paes por que a luta era contra o sucateamento do ensino e da saúde pública do Rio de Janeiro. Os caras foram eleitos, manipulando uma maioria ignorante, obviamente, pois não há como chamar de outra coisa um eleitorado que mantém pessoas como o Cabral no poder há tantos anos, mas foram eleitos.

Hoje, não. Fomos roubados. Meia dúzia de engravatados disseram pra 54 milhões de pessoas: a gente faz o que quer. Nós devemos dizer: não fazem, não. É difícil, eles ainda são apoiados por uma maioria ignorante e manipulada, e eles tem dinheiro, e cacetete e advogado. Mas nós somos 54 milhões. Com muito menos se resistiu à ditadura. Tem que quebrar banco, sim. E ponto de ônibus. E carro de rico. E a entrada da Folha de São Paulo. E vaiar a Globo. E xingar a Globo. E quebrar o PROJAC. Quebrar a casa do Pedro Paulo. Tem que botar fogo na Rio Branco. Tem que fazer disso aqui um inferno, pois já somos governados pelo capeta.

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