#07

Às vezes é difícil abandonar a lógica de relacionamentos constituída na juventude. Existem os caras que apenas tinham a manha para, na base dos instintos, tomar as atitudes necessárias para cativar as moças. Eu nunca fui das atitudes. Se faltava  atitude e não sobrava na beleza, precisava sobrar no papo. Eu via a moça bonita, estabelecia contato – e conversava e conversava e conversava. Um dia, ao acordar: é amor! Intrometia um emoticon de coração aqui, testava o terreno por ali, umas frases mais incisivas, e a moça, que em todas as vezes, (por sorte!) (ou não…), do alto de sua insensatez, embriagadas pela inocência da juventude, correspondiam.

As coisas não são mais assim. Infelizmente, eu diria – complicaram-se. Não se acorda mais apaixonado. Conversar já não basta. Exige a calma, o momento, a libido, a vontade, a segurança. O acaso. O completo e absoluto acaso.

Não há mais controle sobre os sentimentos. Outrora eu dizia isso, mas por sentir muito. Hoje sinto tampouco!

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