A essência da minha angústia são as paixões fugazes, os amores platônicos perdidos por aí. A menina do carnaval, a garota daquele dia, a Diana, ahhh, a Diana! Tantos arrependimentos esparramados pelo passado, tantas histórias que dependiam somente de mim para encerrarem num grande final, e faltou-me a sabedoria, a calma e a malícia para tanto.

O arrependimento até é tragável. Ele passa, quando se percebe o quanto cresceu, o quanto os erros foram necessários. Mas a tristeza permanece, seja num retrato visto por desleixo ou uma volta a um cenário conhecido. E é nela que se sente o ofício de apaixonado fugaz, perdido em si e louco para perder-se com outra.

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