Às vezes eu penso nas coisas que falei e fiz quando estava afim de determinadas moças e sinto vergonha. É assustador – parece outra pessoa. Me considero uma pessoa racional e consigo sê-lo em infindáveis situações, mas nunca em relacionamentos. Todo o simbolismo e emoção que consigo reprimir durante a vida é descarregado a partir do momento que me vejo gostando de uma moça.

Creio que isso possa ter alguma relação com minha principal tendência mental: costumo acreditar que sempre existe um jeito certo de fazer as coisas e milhões de jeitos errados. Quanto mais me distancio do correto – o que acontece extremamente rápido quando estou apaixonado, afinal, perco minha racionalidade pras emoções  -, mais me preocupo, repenso minha postura e acabo me distanciando ainda mais do correto. A pressão vira uma bola de neve.

Outro dia li um texto, o “18 Ugly Truths About Modern Dating That You Have To Deal With”. Segue a primeira frase:

1. The person who cares less has all the power. Nobody wants to be the one who’s more interested.”

Temo que nunca serei a pessoa que se importa menos. Eu penso muito. E, quando to apaixonado, penso muito na pessoa. Não que eu sinta mais do que a maioria – apenas penso muito mais que ela. Minha mente é um campo de batalha, e o amor é os Estados Unidos com suas missões de pacificação.

A quem amei, vos digo: você em si foi o que menos importou na nossa relação. Afinal, todos os meus relacionamentos aconteceram apenas na minha cabeça. Existiam, na vida real, de forma absolutamente diferente. Mas na minha cabeça ocorria em outros tons, em outros ritmos, com outra trilha sonora.

E eis por que, pra mim, o amor é a melhor temática da arte. É a mais forte e quase única maneira de me suscitar emoções.

(Vocês já perceberam que desde 2010 eu escrevo em blogs sobre o que acontece quando estou apaixonado e sempre chego a conclusões diferentes?)

1 comentário

  1. Ju · abril 13, 2014

    To absolutamente chocada porque sinto exatamente a mesma coisa e ajo exatamente da mesma forma quando to apaixonada. Principalmente sobre a parte de pensar demais e acabar fazendo as coisas de um jeito ainda mais errado.

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