Dentre as diversas formas de categorização da arte, acho que uma das mais interessantes é a que chamo arte individual em contraponto à arte coletiva. A primeira é aquela que suscita o prazer por fomentar sensações individuais, sensações que apenas nós, seres que interpretam a peça, dizemos respeito: nossa carga cultural e simbólica nos leva a interpretar aquela arte de determinada forma, que é inerente e única a nós. A segunda, arte coletiva, é justamente o contrário: ela nos atrai por ser um acalento, um aviso de “você não está sozinho”. Não a toa muitas das artes são expressões de um Eu individual que, por se assemelhar com os pensamentos do coletivo, popularizam-se. Quanto mais íntimo, maior a sensação de conforto – não somos os únicos a nos sentir daquele jeito, afinal!

(Categorização que eu faço na minha cabeça. Os pensadores da estética e da história da arte muito provavelmente invalidariam essa minha categorização, uma vez que, a princípio, toda arte é individual. Mas foda-se eles.)

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Acabo de perceber que todas as minhas ex namoradas estão em relacionamentos duradouros e saudáveis. Mais uma vez o universo reafirma que a culpa de todos os meus relacionamentos darem errado é quase que exclusiva minha. Não existe outra explicação possível. De duas, uma: ou sou sempre o cara certo na hora errada, ou sou simplesmente o cara errado o tempo todo.

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Todo ano segue o mesmo ciclo: sinto-me feliz e satisfeito com a vida até meados de setembro, época na qual meu coração deve estar um tanto quanto carente e, por algum motivo, acabo me aproximando de alguma moça. Todos (todos) os meus relacionamentos seguem essa tônica: conheço uma moça por volta de julho-agosto, em setembro estabelecemos uma relação, lá pra novembro já terminamos. Falando com essa ceticismo parece mentira, mas não. O ciclo simplesmente se repete minuciosamente.

Esse ano quero quebrá-lo, impedi-lo, e, como não posso fazer com que meus relacionamentos não terminem em tão pouco tempo, tomo a única atitude que (a princípio) posso tomar – me afasto deles.

Essa atitude tem me deixado ainda mais antissocial do que já sou. Qualquer moça bonita e minimamente legal já acende um sinal de WARNING piscando, igual ao do Megaman x4 quando chega-se no chefão, e tomo rapidamente a atitude de me afastar.

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É a primeira vez em muitíssimo tempo que consigo dizer plenamente que estou satisfeito. Não existe aquele discurso “a vida tá boa, mas podia ter uma mocinha, né?”. Agora é “a vida tá boa, afasto qualquer filho da puta que possa estragar isso”.

Não que eu não queira relacionamentos! É claro que eu quero!

Mas sabendo estarem eles fadados ao término, dispenso sequer começá-los.

Por ora, pelo menos.

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