Los Hermanos sempre foi uma banda que eu pensava “não gosto, mas se um dia eu prestar atenção, posso acabar mudando de ideia.”

Eis que tive uma namoradinha cuja banda favorita era justamente eles. Pensei comigo mesmo: é agora. Era hora de deixar a preguiça de lado e tentar, nem que penosamente, entender aquilo.

Demonstrava, assim, interesse não só pela banda, mas muito mais pela moça. Talvez aquilo a fizesse gostar mais de mim, quem sabe. Só sei que poucas vezes me esforcei tanto pra gostar de uma banda…

E consegui! Ouvi dois discos e gostei de, sei la, 4 músicas. Não das músicas, é verdade, de alguns versos chicletes que me perseguem constantemente.

É o mundo que anda hostil.

Pois é, não deu.

Deixa assim, como está, sereno.

Aponta pra fé e rema.

Clareia a minha vida, amor, no olhar.

 A namoradinha se foi, mas deixou rastro, tal como todas as pessoas – as melhores e as piores – o deixam.

Se eu gosto de LH? Não, definitivamente não. Eis um rastro que não preciso seguir. Como eu disse, eles que me perseguem.

(E tem Lisbela, que pertence àquele conjunto de músicas que instigam aquelas lembranças recentes demais para serem vistas com saudosismo, mas velhas o suficiente para não entristecerem com a saudade)

(Esse texto já tem um mês. Esqueci que ele existia no celular.)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s