A conversa de bar sempre ajuda a pensar: Não sei se realmente acredito mais na história da felicidade sendo tão passageira assim.

Acho que, na verdade, a felicidade não é um estado, mas um instante. A felicidade é quando encontramos alguém que não víamos há muito tempo, ou quando acontece algo muito legal. Ela é um instante que te deixa muito contente, mas depois de um tempo passa. O que sobra é o conforto – estamos confortáveis na vida e nos sentimentos bem o suficiente se, eventualmente, rolar alguma coisa que nos deixe felizes.

O que me fez parar pra pensar foi que – e se eu tiver, enfim, aprendido a ser feliz e, dado isso, estarei de boa independente do que rolar?

Sei lá, viu.

Acho que tendo uns amigo, umas cerveja, umas parada, umas mexida, tá tudo de boa.

A necessidade de enterrar o NC se deu por que eu nao sou mais aquele cara.

A necessidade de parir o Estábulo se deu por que eu ando muito sozinho.

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Preciso parar de pensar nela assim que acordo, e preciso parar de pensar nela o resto do tempo todo também.

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A fritação da vida é que ela é igual a um time de futebol: não se pode estar no topo sempre. O que dá alegria hoje pode não dar amanhã ou pode estar longe. O problema é que eu to feliz a muito tempo. Até semana passada, eu me sentia completo, no auge, eu era a porra do Barcelona e tava tudo certo.

Mas eu já ganhei a Libertadores, o Mundial e o Brasileiro. A vida não vai deixar isso ficar assim.

Quando eu penso no futuro, tudo parece menos feliz. Não vou saber me renovar, e certamente vou perder as peças que hoje me animam. Já perdi algumas, uma importantíssima, inclusive.

Mas vai que é necessário. A alegria só existe por que existe a tristeza. Pra sentir uma é preciso já ter sentido a outra.

Imagem

Imagem genial dum filme genial que tive que ver pra faculdade. Não sei se dá pra ver, mas é um homem que tenta alcançar uma mulher, mas está preso a pianos, burros mortos e, como mostrado em outra cena, bispos. Fritação interessante sobre como estamos presos a coisas que nos impedem de alcançar e saciar nossos desejos. Penso que os burros podem significar o trabalho, a tração, os bispos representam a moral, a religião, e o piano é a expressão máxima de peso – quando pensamos em algo pesado, pensamos num piano. Quando o Coyote quer matar o Papaléguas, joga um piano em cima dele. Quando olhamos um piano numa sala, pensamos “como alguém conseguiu por algo tão pesado aqui?”.

Todos esses pesos, inclusive, impostos pela sociedade. Somos encarcerados pelo mundo, e deixamos nossos desejos em segundo plano sem sequer percebermos.

Mas vai entender o que o Dalí e o Buñuel tavam pensando, né.

já posso parar de me obrigar a por títulos.

Blog novo. Não é comédia como o NC, não é gay como o tumblr.

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Estábulo. Pra guardar o gado da cabeça.

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Fritei bastante com “Primeiros Erros” do Capital. Tenho tendência a crer que a maior parte das grandes merdas que fodem com nossa cabeça são resultado de pequenas merdas que cometemos quando éramos mais jovens. Os vícios mentais que nós adquirimos são, na verdade, resultado de um caminho errado que nos deixamos trilhar em algum momento da vida.

Como largar esses vícios? São inconscientes, então exigiriam uma atitude mais energética do que simplesmente “evitá-los”. Talvez o caminho fosse olhar para esses primeiros erros, o momento da escolha errada, e aceitá-los (“fazer parar de chover”). A gente se culpa e nem percebe.

Fez sentido pra mim.

Preciso pegar mais leve comigo.

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Prometi pra mim mesmo largar o facebook.

Me sinto uma criança de 13 anos que ia “desativar o Orkut”.

Mas tou sendo realista – só quero que dure uma semana. Sábado eu volto.

Só pra ver se ele sente falta de mim. E se eu paro de sentir falta dele.

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O sutil e o corpóreo
No eterno e transitório
Instante que se passava

Em meio ao caos sublime da explosão sensorial
Surgiu a consciência do amor impessoal

Celebrando a vida e a infinita dança universal
Ela envolve a todos a envolvem
Encontrando a vida ao deixar fluir o curso natural