A palavra paciência tem dois sentidos. Um é quando alguém é assustadoramente insuportável mas você precisa aturá-lo, que no caso você estaria “sendo paciente”, e outro para uma determinada situação em que você precisa esperar por algo, crendo que algo ocorrerá.

A tênue linha que os separa é interessante por ser a mesma que separa dois tipos importantíssimos de pessoas – aquelas que são pacientes perante a vida, e aquelas que sabem esperar o momento certo. Isso faz pensar na frase de Victor Hugo,”O Paciente é o mais forte”, e percebe – a qual ele se referia?

Tenho motivos pra crer não só que é o segundo, como pra crer também que os primeiros são o contrário de fortes: são fracos, tímidos, e passam a eternidade aturando a vida como se atura a um chefe. Até o pior momento pode ter um lado bom e os fortes sabem disso, sendo pacientes perante as tempestades que insistem em acontecer na vida.

Há a clara possibilidade de simplesmente sermos um tipo de pessoa que não é, em instância alguma, paciente. Nem todos conseguem ser agrupados em fortes e fracos – estamos ocupados demais tentando entender a vida pra esperar por alguma coisa dela.

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