A palavra paciência tem dois sentidos. Um é quando alguém é assustadoramente insuportável mas você precisa aturá-lo, que no caso você estaria “sendo paciente”, e outro para uma determinada situação em que você precisa esperar por algo, crendo que algo ocorrerá.

A tênue linha que os separa é interessante por ser a mesma que separa dois tipos importantíssimos de pessoas – aquelas que são pacientes perante a vida, e aquelas que sabem esperar o momento certo. Isso faz pensar na frase de Victor Hugo,”O Paciente é o mais forte”, e percebe – a qual ele se referia?

Tenho motivos pra crer não só que é o segundo, como pra crer também que os primeiros são o contrário de fortes: são fracos, tímidos, e passam a eternidade aturando a vida como se atura a um chefe. Até o pior momento pode ter um lado bom e os fortes sabem disso, sendo pacientes perante as tempestades que insistem em acontecer na vida.

Há a clara possibilidade de simplesmente sermos um tipo de pessoa que não é, em instância alguma, paciente. Nem todos conseguem ser agrupados em fortes e fracos – estamos ocupados demais tentando entender a vida pra esperar por alguma coisa dela.

Eu parto do princípio de que todo mundo tem uma mente complexa – ainda que a complexidade possa estar bem, BEM escondida embaixo de um oceano de futilidades.

Eu gosto de tentar entender e simplificar a complexidade das pessoas. É um treino – entendendo a complexidade alheia, entendo um pouco mais da minha, que, sinceramente, parece bem mais complicada.

Eu quero saber o que seu inconsciente reprime, esmaga, tortura, por que só assim eu vou saber o que seu consciente significa.

Eu quero entender você, por que só te entendendo pra eu te conhecer.

Imagina só – se eu não entendo você e não me entendo, o que eu tô fazendo aqui?

Vê se não complica mais do que já é.

Aparece.

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A minha ideia atual de amor é desejar viver determinado instante eternamente. Ele não se associa necessariamente a pessoas, mas a presença delas facilita esses instantes. Eu amo o céu num fim de tarde, eu amo o mar num dia quente, eu amo o vento no calor, eu te amo num instante, no outro nem tanto, em alguns, nunca, na maioria, bastante.

Preciso entender que sou menos autônomo do que eu penso. Depois preciso começar a ser tão autônomo quanto acho que sou.

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A raiva não é resultado de um dia ruim; ela está sempre ali, nós é que, num dia ruim, nos damos o direito de expressá-la. Ela não será percebida se não quisermos, mas nossa tendência por querê-la acaba nos deixando com ainda mais raiva se tentamos não senti-la. É instintivo rolar algo que nos tire de nossa zona de conforto e ficarmos puto com aquilo. Mas imagine – você está naqueles dias em que anda dando pulinhos de alegria, olhando pro céu e pensando em quão linda é a vida. Imagine que você perca o ônibus. Você ficaria puto?

Não, pois você estaria feliz demais para se dar ao trabalho acessar a raiva.

Precisamos ficar mais felizes, minha gente.

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Não adianta mudar o mundo. Tem que mudar as pessoas. Tem muita gente ruim nesse mundo. O mundo tá de boa. Tá aí, seguindo a busca.

Cês já pararam pra perceber que, se o inferno existir de acordo com a concepção católica – oh meu deus, e se eles estiverem certos?! – a gente tá MUITO fodido? É um pensamento lógico. Digamos que exista um Deus, e que esse Deus seja mal pra caralho, goste de sofrimento e banhos de sangue – como aparece claramente em diversos momentos na bíblia -, não seria muito provável que ele criasse um inferno pra foder os servos mais cuzões?

Os católicos são católicos por medo. Ou por precaução.

Espero estar errado. Até por que a única condolência de ir ao inferno seria encontrar os broder, afinal, todo mundo estaria indo pra lá também – imagina você, Nietzsche, Renato Russo e teu broder batendo um papo no inferno?

Mas imagina se não tiver wi-fi?

Que merda seria.

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